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É preciso aprender a olhar para entender que não é o mesmo ponto, nem o mesmo lugar

Pra onde olhemos nessa terra se vê pobreza: quando não é material é emocional, moral, ou espiritual entre alguma outra que possa existir.

Fala-se muito em destino, mas o destino é um fim. O destino fala alguma coisa sobre o caminho, mas não define como ele deve ser. Acredite, se definisse não existiria o livre-arbítrio, pois seria inútil.

O sofrer já está implícito em conviver em meio às pobrezas que existem, mas ninguém precisa escolher o sofrimento. Ninguém nasce pra padecer, ninguém nasce pra ser pobre ou rico, feliz ou triste; são escolhas. Trazemos uma carga das outras vidas que define muita coisa do agora e, é essa a razão de que uns nasçam com doenças graves, ou com descapacidades variadas e outros não. Quanto a ter dinheiro, com ele vêm algum ou muito poder e vêm responsabilidades, amigos falsos, mais ilusões e mais desilusões com mais velocidade, frequência e acima de tudo intensidade, afinal quando as pequenas coisas surgem se paga pra não encará-las. Não é justificar o fato de não ter dinheiro mas simplesmente dar valor pra cada riqueza que cada um tenha como for possível. Gratidão se finge, mas não se compra.

Às vezes eu olho ao redor e ainda vejo as pessoas julgarem ou formar opiniões levianas quando alguém se apresenta de maneira mais espiritualizada: “esse ai é um pouco sonhador”, “ele é religioso”. Religião é uma ferramenta da espiritualidade que, por sua vez, independe da religião.  Assim as pessoas que vivem em lugares isolados também têm o direito (e dever) de evoluir, ter fé e todo o pacotão. Há muitas coisas na natureza que demonstram essa necessidade, entre elas notar que a Terra é mais de 70% água e o resto é feito de tudo que sobra. Deveríamos ser 70% vida e 30% “morte”. Temos uma visão tão limtada que podemos dizer que quanto mais apego mais mortos somos, já que é muito difícil fluir com amarras.

E mesmo assim ninguém nasce pra sofrer. Podemos escolher não sofrer. Muitos temos saúde e coragem pra isso e não fazemos. Pra isso é preciso sempre ter discernimento, não apostar tudo que se tem na imagem, na beleza, na fortuna, nao isolamento, nas paixões, no que está nos olhos dos outros, no efêmero, na mentira e sobre tudo nas próprias mentiras. A beleza vai embora com o tempo e o botox não preenche esse vazio… As paixões vão como vêm e só o tempo é que fornece parâmetros do que foi ou não realmente intenso e o que está nos olhos dos outros é a verdade de fora pra dentro e só ajuda quando o coração se abre.  E finalmente, preferir que as pessoas nos mintam, preferir escolher sempre o mais cômodo ainda que não seja o mais correto, preferir sempre o problema de amanhã em vez da solução de hoje. Olhar a vida como pena e dor e enxergar o sofrimento de maneira isolada não fornece nenhuma saída. A riqueza espiritual está em aprender, em compreender e sintetizar a natureza do que nos acontece. Usar os recursos disponíveis para adianto intelectual, usar sentimentos bons para o adianto emocional sempre ajudam a fazer com que nossa vida seja uma espiral e não um circulo. Onde os pontos podem parecer os mesmo, mas as experiências estão em níveis superiores. Perdoar e perdoar-se, amar e amar-se principalmente é o que condecora às pessoas com menos sofrimentos futuros, pois quem se ama não joga contra si mesmo, não arrisca sua felicidade, não amarra pessoas, não se ata à lugares nem à tempos, nem bens ou favores porque a liberdade e a felicidade não são objetivos senão margens de pequenos ganhos sobre o real; real dentro da gente.