“Um favor pode te matar mais rápido que uma bala” (Marlon Brando – O Poderoso Chefão)

Começo o post com essa frase do Marlon Brando, acho que só a frase em si já diz muito. Muito do que é dar, muito do que é receber e sobre tudo quando a cobrança é exagerada: a máfia.

A palavra máfia tem origem árabe que quer dizer “alarde agressivo” ou pode significar “rejeitado”, será por acaso? Não será.

Há varias formas, pessoas que se propõem a prejudicar, pessoas que não se propõem a nada, pessoas que se propõem a ajudar. Prejudicar nem merece comentários é uma maneira “genial” de desperdiçar tempo produzindo lixo, ser neutro é menos mau mas a omissão também é uma responsabilidade e por fim as pessoas que ajudam: por ajudar ou para benefício próprio.

Muitos já entendem que há necessidade de ajudar, e muitos ajudam pois é “dando que se recebe” e o fazem muito mais pelo que se recebe. Assim são as campanhas políticas, assim são as empresas oportunistas, quem não compreende a solidariedade e assim também é a máfia. É perfeitamente compreensível que as pessoas ajudem de maneira egoísta: seja para obter benefícios e votos (mesmo fora da política) quanto para não ir pro inferno, por exemplo. Estendendo a mão para não ir pro inferno é um ato de temor e não de benevolência. É um ato egoísta olhando de maneira ampla, pois só é feito porque mais adiante esse benefício retornaria. O extremo disso é cobrar que a ajuda retorne.

Ajuda tipo máfia pede aclamação e cobrança veemente. É aquela onde o ajudado se arrepende de ter precisado, talvez até de ter nascido. Pra notar isso  basta reparar que custa emocionalmente para que a pessoa possa retribuir, às vezes até moralmente e o necessitado se sente em dívida: resolve um problema nasce outro.

Não, não é essa a lição! Nós vivemos aqui nesse planetinha meia-sola onde é complicado ser bom por ser. É preciso esforço aliás é por isso que se chama uma planeta de provas e expiações. A lição incide em ajudar por conta do amor puro e simples, onde o único benefício que se recebe em troca é o que a própria pessoa que ajuda sente fazendo a caridade. E não é a caridade lá de longe não… doar milhões, fazer trabalho social. Não! Às vezes é apenas escutar alguém ou mesmo dar uma ajuda pra finalizar aquele trabalho difícil ou até ajudar a tirar o seu amigo do quarto (ou do orgulho) pra procurar um emprego e conquistar um pouco de dignidade, é reconhecer as situações e promover um ambiente de paz onde as pessoas não se sintam menos do que você ou do que nós… parece pouco mas não é, porque é da falta desse pouco que nascem os rancores.

Às vezes penso que estou ajudando um amigo, quando na verdade eu é que estou sendo ajudado. Acabo fazendo um novo contato, ou acabo não ficando parado, ou me sinto ativo e útil não sobrando tempo para pensar em bobagem, ficando cansado pra dormir tranqüilo, deixando de pensar na saudades e nos meus próprios problemas.

Doar é um ato de amor, receber é um ato de aceitação.

A alma solidária nunca espera a troca, pois é de esperar a volta do favor que nascem ansiedades, arrependimentos e desapontamentos. Aquele que aprende a não esperar, aprende a ser livre e vê uma velha agonia transformar-se em uma boa nova.

Praticando isso se entende que a caridade não tem um fim egoísta e não se dá através do retorno que se obtém, você aprende que não socorre alguém porque não queria ter a mesma doença, mas porque talvez você jamais a terá pra saber o quanto é sofrido. Você auxilia alguém limitado, não porque você poderia ser limitado, mas porque você compreende a tristeza de quem se sente limitado. E faz tudo isso por amor, sem olhar a pele, a raça ou a opção sexual, por que a necessidade não faz filtros e à tristeza não tem cor.

Nos desafios, na arte ou na ciência aqueles que trabalharam sem amor, nunca fizeram a diferença. Se nós conseguirmos sentir prazer em fazer o que devemos, a evolução e a retribuição estarão na própria ação e nunca na sua reação.

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Muitas idéias vieram na minha cabeça entre um post e outro, mas talvez fosse esse mesmo que tivesse que sair.

Entre acreditar ou não acreditar na vida após a morte, e falar disso levianamente, há um bocado de diferença…

Muitas religiões e muitas pessoas acreditam que a vida acaba aqui. Várias tiveram o interesse de que a vida acabasse aqui. Ou, que as pessoas pelo menos acreditassem nisso.

Talvez para colocar medo nas pessoas e dominá-las mais facilmente- Talvez para falar do desconhecido quando as pessoas tivessem medo e fossem o melhor possível nessa vida. Fora isso há os que se auto-flagelem: “sou um pecador, não mereço perdão”, “irei para o inferno”, “vou explodir um caminhão porque do outro lado da vida tem 50 virgens me esperando”. Ai vão também em linha os psicólogos, já que o conceito da morte é adquirido e dizem que dele vêm muitas fobias.

Do outro lado do ringue, há religiões espiritualistas que crêem na vida após a morte, na reencarnação da alma seja em outras formas de vida ou não.

De uma forma ou de outra, me espanta ver que, tanto umas quanto outras induzem ou levam as pessoas a viverem para a vida eterna. para o pós-morte. Fazendo com que as pessoas sejam boas para o que serão em outras vidas. Fazendo um bem que é muitas vezes relativo, criando imagens, gerando falsos solidários e falsos ajudados.

Da minha parte, e falo em tom de desabafo, penso que é preciso algum conhecimento de religião ou algumas leituras para entender do que eu estou falando, mas exerço meu direito de expressão dizendo que me soa genial que as pessoas acreditem na vida após a morte, porque afinal há muitas coisas que acontecem neste mundo que não têm explicação como um natimorto, ou alguém que nasce com uma doença rara sem ter feito nada para merecê-la. Isto tem de vir de outra existência senão a força superior que cada um considera não seria predominantemente boa.

Há também as pessoas que se atiram à vida espiritual descolando-se totalmente da vida material, ou melhor dizendo, da vida carnal, de forma a perder os estribos. Vivem no mundo da lua, alguns se tornam 100% exotéricos sem se questionarem das coisas, esquecem de suas obrigações materiais, esquecem que o trabalho é uma ferramenta de aprendizado e convivência, que a vida em grupo é um crivo da evolução e da empatia, que o cumprimento das obrigações físicas também ajudam ao equilíbrio mental (ou alguém consegue pensar com fome?), etc etc

Nós devemos sim ter um lado espiritual e até podemos acreditar numa vida após a morte, porque isso traz alívio e paz de espírito, principalmente aos que se sentem injustiçados aqui. Mas devemos trabalhar para esta vida, esta existência, logo trabalhar também para os injustiçados daqui. Porque é aqui que estamos! E aqui a certeza é que a carne morre e só dura um par de horas fora da geladeira.

Aos que nascem sãos e capazes, que não se culpem, se estraguem ou se martirizem toda uma vida por serem pecadores, entregando-se à pobreza, se punindo ou qualquer coisa do gênero. Mas que não humilhem, criando novas formas de aliviar o peso dos amigos.

Não sabemos nada daqui, imagine de lá. Não sabemos contornar o ódio, não sabemos perdoar, somos tão limitados que não entendemos que o perdão é bom pra quem perdoa, e não para o perdoado. Somos tão limitados que conhecemos gente do outro lado do mundo melhor que a pessoa que senta todo santo dia do lado no metrô. Aliás, alguém já reparou como nos sentimos quando alguém fica te olhando querendo sentar no lugar onde você está sentado? (Por acaso é gostoso?) E se naquele dia a pessoa que está sentada, apesar de ser mais jovem, tem mais problemas? Mais dores? Tem que levantar para um velhinho ativo que dormiu 10 horas e está a todo vapor?! Isso só acontece, porque nossas leis são como nós: limitadas.

Nós só conseguimos entender o conceito de sermos melhores quando nos comparamos aos outros, não temos capacidade de ser melhores que nós mesmos, ou que nossos próprios máximos. Não somos melhores para nós nem para um raio de 1km ao redor de nós e queremos ser melhores para a outra vida?!

Acorda cacete!

Comece a se questionar! Se o que vc faz aqui, faz bem feito, faz por amor, o que vier depois é resultado de um esforço válido.  Faça um bom trabalho sem seu chefe estar olhando, e já verá que independente do reconhecimento você sentirá segurança em relação à qualidade do que constrói.

Assim você não será frágil, e só algo forte pode ser eterno.

Não entendemos muitas coisas da vida… No momento em que se nasce não entendemos “onde estou”, “quem é você ai me olhando?” Depois não entendemos “por que temos que sair de casa?” (pra escola), logo, contraditoriamente, “por que tenho que ficar em casa?” (quando quero sair). Engraçado é que da mesma maneira acontece “por que eu não posso ficar com ela?” (no platonismo, ou no fim de uma relação) ou “por que eu tenho que ficar com ela?” (no casamento,  falo sem nenhuma propriedade)

A vida sempre pende na direção das relações interpessoais afinal, hoje em dia, até o eremita tem internet. (E, se você acha que não, é porque não sabe o que é um Blackberry®, GPS, 3G, 4G, etc…). O que a gente não percebe é que isto tem uma função, no que toca ao desenvolvimento obrigatório, já que a comunicação, a empatia e a solidariedade são fatores cruciais para o desenvolvimento mais acelerado do coletivo.

Dois camaradas Joseph LuftHarry Ingham inventaram em 1955 uma ferramenta cognitiva para melhorar as relações através da experiência (heurística). Também se relaciona à iniciativa de Myers-Briggs (conhecido por MBTI) que enquadra o tipo de personalidade e como elas interagem quando em contato.

Dizem eles que as relações envolvem 4 tipos de interações entre pessoas:

Abertas: As coisas ou fatos que nós sabemos e que as pessoas também sabem

Escondidas: As que nós sabemos e que as pessoas não sabem

Cegas: As que as pessoas sabem e nós não temos conhecimento

Desconhecidas: Nem nós nem as pessoas sabemos mas acontecem

Alguém já viu histórias onde as pessoas lêem correspondências umas das outras e reparou no que geralmente acontece? Ou pessoas que deram a senha do e-mail?  Ou pessoas que vivem completamente isoladas? Ou alguém que nunca pergunta, ou nunca escuta a opinião das pessoas sobre seus atos ou atitudes? Ou as “gabrielas” e “polianas”: eu nasci assim, sou assim e vou morrer assim onde a pessoa evita um crescimento através do auto-conhecimento? Aposto que ninguém conhece esses tipos hehe (Espelho!? Não, eu não!)

Como mostra a janela, uma relação saudável não existe quando se elimina um dos 4 quadrantes desprezando a natureza de algum dos tipos de relações que sempre existirão.

Não é dizer que a pessoa deve ter segredos, mas se ela contar tudo a relação aberta fica impossível: você seria sempre julgado pelo passado e não teria o direito de melhorar destruindo assim a parte onde você é quem conta para as pessoas ou pelo menos para algumas pessoas o que você acha que deve dividir. Há quem diga que o Beckhan usava calcinha (é, tanga mesmo) imagine se os outros jogadores soubessem disso…? (Tudo bem o Piqué não conta) Ou, se seu melhor cliente sabe que você detesta almoçar com ele e que ele tem um mau gosto tremendo para gravatas… Embora cada vez mais as empresas abram suas margens de lucro, seus objetivos de vendas etc, se não houver uma parte secreta, as negociações falham.

Ou você dá espaço, ou você vai pro espaço:

Na vida amorosa, se não houver processo de feedback, não há relação que perdure. Acontece com freqüência a pessoa oferecer informação importante e a outra parte não fazer nenhum caso e, com o tempo se vai cortando esse processo, se deixa de contar as coisas até que todo o aberto se transforma em secreto e o surdo diz: “mas me pegou assim de surpresa?”, “foi do dia pra noite”. Foi mesmo? Faz-me lembrar uma música da Alanis Morissette “Why do I fear that the quieter that I am, the less you will listen?”

Vamos um pouco mais adiante: um ciumento(a) mata a relação quando obriga um aumento forçado da parte aberta, é como uma invasão mental. É interessante ver também que para um psicólogo um escondido preponderante dificulta muito o tratamento e com um aberto escancarado passa a ser impróprio permitindo pré-julgamento por isso não podem tratar pessoas próximas, familiares, etc…

Mas o Oscar vai para o último quadradinho ‘unknown’. Sem diminuir constantemente a janela do desconhecido, nós continuaríamos acordando mijados no meio da noite, fazendo muitas coisas inconscientes que nos prejudicam ou nos atrasam, seguiriamos fazendo constantemente coisas das quais nos arrependemos, não nos importaríamos um pito dos erros que cometemos. Se não aprendêssemos nada, seguiríamos vegetando e dormindo 10h no inverno, vivendo em cavernas e arrastando as mulheres pelo cabelo. A compreensão dessa janela se dá de maneira individual ou em grupo por estudos ou captando os aprendizados obtidos da experiência. Descobrir como nos portarmos em muitas situações, ou o que sentimos, entender que havemos de fazer para que não nos sabotemos. Tomar decisões que estão de acordo com o que nos faz bem e com o que realmente somos. Fazer com prazer, aquilo que temos de fazer .

Aliás, auto-sabotagem… é o próximo tema que pretendo abordar, se alguém tiver algo que comentar sobre o assunto, gostaria de ouvir opiniões, vivências, atitudes, descobertas, etc…

Nesse site tem um teste da janela de Johari: http://kevan.org/johari .Bem generico, mas interessante.

Que lado nosso é esse, feliz diante da desgraça alheia? Quem é esse em nós (eu não consigo fazer isso, mas nem por essa razão sou santa), que ri quando o outro cai na calçada? Quem é esse que aguarda a gafe alheia para se divertir? Ou se o outro é traído pela pessoa amada ainda aumenta o conto, exagera, e espalha isso aos quatro ventos – talvez correndo para consolar falsamente o atingido?

O que é essa coisa em nós, que dá mais ouvidos ao comentário maligno do que ao elogio, que sofre com o sucesso alheio e corre para cortar a cabeça de qualquer um, sobretudo próximo, que se destacar um pouco que seja da mediocridade geral?

Quem é essa criatura em nós que não tem partido nem conhece lealdade, que ri dos honrados, debocha dos fiéis, mente e inventa para manchar a honra de alguém que está trabalhando pelo bem? Desgostamos tanto do outro que não lhe admitimos a alegria, algum tipo de sucesso ou reconhecimento?

Quantas vezes ouvimos comentários como: “Ah, sim, ele tem uma mulher carinhosa, mas eu já soube que ele continua muito galinha”. Ou: “Ela conseguiu um bom emprego, deve estar saindo com o chefe ou um assessor dele”. Mais ainda: “O filho deles passou de primeira no vestibular, mas parece que…”. Outras pérolas: “Ela é bem bonita, mas quanto preenchimento, Botox e quanta lipo…”.

Detestamos o bem do outro. O porco em nós exulta e sufoca o anjo, quando conseguimos despertar sobre alguém suspeitas e desconfianças, lançar alguma calúnia ou requentar calúnias que já estavam esquecidas: mas como pode o outro se dar bem, ver seu trabalho reconhecido, ter admiração e aplauso, quando nos refocilamos na nossa nulidade? Nada disso! Queremos provocar sangue, cheirar fezes, causar medo, queremos a fogueira.

Não todos nem sempre. Mas que em nós espreita esse monstro inimaginável e poderoso, ou simplesmente medíocre e covarde, como é a maioria de nós, ah!, espreita. Afia as unhas, palita os dentes, sacode o comprido rabo, ajeita os chifres, lustra os cascos e, quando pode, dá seu bote. Ainda que seja um comentário aparentemente simples e inócuo, uma pequena lembrança pérfida, como dizer “Ah! sim, ele é um médico brilhante, um advogado competente, um político honrado, uma empresária capaz, uma boa mulher, mas eu soube que…”, e aí se lança o malcheiroso petardo.
Isso vai bem mais longe do que calúnias e maledicências. Reside e se manifesta explicitamente no assassino que se imola para matar dezenas de inocentes num templo, incluindo entre as vítimas mulheres e crianças… e se dirá que é por idealismo, pela fé, porque seu Deus quis assim, porque terá em compensação o paraíso para si e seus descendentes. É o que acontece tanto no ladrão de tênis quanto no violador de meninas, e no rapaz drogado (ou não) que, para roubar 20 reais ou um celular, mata uma jovem grávida ou um estudante mal saído da adolescência, liquida a pauladas um casal de velhinhos, invade casas e extermina famílias inteiras que dormem.
A sordidez e a morte cochilam em nós, e nem todos conseguem domesticar isso. Ninguém me diga que o criminoso agiu apenas movido pelas circunstâncias, de resto é uma boa pessoa. Ninguém me diga que o caluniador é um bom pai, um filho amoroso, um profissional honesto, e apenas exala seu mortal veneno porque busca a verdade. Ninguém me diga que somos bonzinhos, e só por acaso lançamos o tiro fatal, feito de aço ou expresso em palavras. Ele nasce desse traço de perversão e sordidez que anima o porco, violento ou covarde, e faz chorar o anjo dentro de nós.

fonte: A Sordidez Humana de Lya Luft, saiu na edição 2113 de 20 de maio de 2009, página 24, Revista Veja.Revista

O que temos visto por ai ???

Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micro e transparentes.
Com suas danças e poses em closes ginecológicos, cada vez mais siliconadas, corpos esculpidos por cirurgias plásticas, como se fossem ao supermercado e pedissem o corte como se quer… mas???
Chegam sozinhas e saem sozinhas…
Empresários, advogados, engenheiros, analistas, e outros mais que estudaram, estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos…
Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos “personal dancer”, incrível.
E não é só sexo não!
Se fosse, era resolvido fácil, alguém dúvida?
Sexo se encontra nos classificados, nas esquinas, em qualquer lugar, mas apenas sexo!
Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho, sem necessariamente, ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico na cama … sexo de academia . . .
Fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão “apenas” dormir abraçadinhos, sem se preocuparem com as posições cabalísticas…
Sabe essas coisas simples, que perdemos nessa marcha de uma evolução cega?
Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção…
Tornamo-nos máquinas, e agora estamos desesperados por não saber como voltar a “sentir”, só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós…
Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada nos sites de relacionamentos “ORKUT”, “PAR-PERFEITO” e tantos outros, veja o número de comunidades como: “Quero um amor pra vida toda!”, “Eu sou pra casar!” até a desesperançada “Nasci pra viver sozinho!”
O que temos visto por ai ???
Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários, em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis. Se olharmos as fotos de antigamente, pode ter certeza de que não são as mesmas pessoas, mulheres lindas se plastificando, se mutilando em nome da tal “beleza”…
Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento, e percebemos a cada dia mulheres e homens com cara de bonecas, sem rugas, sorriso preso e cada vez mais sozinhos…
Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário…
Pra chegar a escrever essas bobagens? (mais que verdadeiras) É preciso ter a coragem de encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa…
Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia isso é julgado como feio, démodê, brega, famílias preconceituosas…
Alô gente!!! Felicidade, amor, todas essas emoções fazem-nos parecer ridículos, abobalhados…
Mas e daí? Seja ridículo, mas seja feliz e não seja frustrado…
“Pague mico”, saia gritando e falando o que sente, demonstre amor…
Você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais…
Perceba aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, ou talvez a pessoa que nada tem a ver com o que imaginou mas que pode ser a mulher da sua vida…
E, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois…
Quem disse que ser adulto é ser ranzinza?
Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo, assistir desenho animado, rir de bobagens ou ser um profissional de sucesso, que adora rir de si mesmo por ser estabanado…
O que realmente não dá é para continuarmos achando que viver é out… ou in…
Que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo, que temos que querer a nossa mulher 24 horas maquiada, e que ela tenha que ter o corpo das frutas tão em moda na TV, e também na playboy e nos banheiros. Eu duvido que nós homens queiramos uma mulher assim para viver ao nosso lado, para ser a mãe dos nossos filhos. Gostamos sim de olhar, e imaginar a gostosa, mas é só isso, as mulheres inteligentes entendem e compreendem isso.
Queira do seu lado a mulher inteligente: “Vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois, ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida”…
Por que ter medo de dizer isso, por que ter medo de dizer: “amo você”, “fica comigo”?
Então, não se importe com a opinião dos outros. Seja feliz!
Antes ser idiota para as pessoas… Que infeliz para si mesmo!
(Jornal O DIA” Arnaldo Jabor)

Sexo na Cabeça

Faz um tempinho que eu não posto nada, pas problème. Estava esperando terminar a leitura do livro “Deus quer que você enriqueça” porque meu interesse mesmo era escrever um post sobre aPorbrezaRecursos É um assunto elaborado, que eu tenho algumas informações, mas não as que eu queria, ainda! Portanto, geladeira pra ele por enquanto.

Aprendi mexer numas tranqueiras mais do blog e coloquei um módulo que a pessoa se inscreve pra receber os posts por e-mail. A expectativa é que ao final desse mês chegue a 1500 visitas. Ó!

No meio do furdúncio fui à biblioteca perto da minha casa (como já não bastassem as dezenas de livro que tem pra ler aqui) fui fuçar nas novelas e ficções em francês e encontrei esse em português: “Sexo na cabeça”. Não tem muito a ver com meu site, mas tem um pouco a ver comigo, algumas de minhas histórias. E vale a pena, resolvi dividir o Veríssimo:

Nádegas Redolentes

Ela era irresistível quando acordava. Tinha até um cheiro diferente, que desaparecia no resto do dia. Com um inexplicável toque de baunilha. Mas ela acordava de mau humor. Quente, cheirosa, apetitosa e emburrada. Nem deixava ele beijá-la na boca. «Eu ainda não escovei os dentes!» E se ele tentasse beijar o seu umbigo (noz-moscada, possivelmente canela), ela lhe dava um chute.

Não era só os cheiros. Ela acordava fisicamente diferente. A cara maravilhosamente inchada, a boca intumescida, como a de certas meninas do Renoir. No resto do dia ia alongando-se, modiglanizando-se, mas de manhã era uma camponesa compacta, com fantásticas olheiras roxas. Ele não sabia explicar. Ela era uma mulher delgada, de pernas compridas, mas de manhã tinha as pernas grossas. E, ou ele muito se enganava, ou até a bunda ela perdia, de dia. A bunda. As nádegas redolentes. «Mmmmm… Ervas aromáticas. Um quê de sândalo…»

– Pá-ra!

De noite, ela insistia e o emburrado era ele. Ela tomava banho, botava uma camisola transparente e deitava ao lado dele, toda certinha, penteado perfeito. Ele não podia dizer que gostava mesmo era quando ela acordava com a camisola toda torta, com uma alça enroscada nas pernas, nas doces pernocas matinais. Ele ficava lendo, ela ficava esperando. Cheirando a sabonete e esperando. Tentava começar uma brincadeira cutucando-o com o pé- Cantarola no seu ouvido – «Ele já não gosta mais de mim, que pena, que pe-e-na…» Ele continuava lendo até que ela desistisse e dormisse. Ele não queria nada com aquela pessoa que virava as pestanas antes de ir para a cama. Queria era a camponesa da manhã. Sonhava com a sua camponesa irritada.

A tese dela era que, antes de escovar os dentes e tomar café, uma pessoa não é uma pessoa, é uma coisa. Pode evoluir para uma pessoa se fizer um esforço, mas é um processo lento e difícil, que requer concentração, e exclui qualquer forma de digressão, ainda mais sexual. Comparava o sono a um acidente ao qual a gente sobrevive, mas leva meio dia para se recuperar. E o desejo dele de possuí-la antes de escovar os dentes a uma tara indefensável, quase a uma forma de necrofilia. «Sai, sai!» e levantava-se, tentando encontrar as pontas da camisola, puxando a alça do meio das pernas com fúria. Quando chegava à porta do banheiro já era uma mulher comprida. E ele ficava cheirando o travesseiro ainda quente. Mmmm. Baunilha, decididamente baunilha.

Uma noite, ela disse:

– Eu acho que você tem outra. Acho que você está pensando nela neste momento. Fingindo que lê e pensando nela. Diz que não!

Ele não disse que não. Estava pensando nela, de manhã. A sua outra, a sua inatingível outra, a das pernocas, a da baunilha. Mas ela não precisava se preocupar, pensou. Nunca seria enganada. A outra não queria nada com ele.

– Apaga a luz, apaga.

Ele suspirou, fechou o livro, apagou a luz. Enquanto faziam amor , ele tentava imaginar que ela era a outra. Mas o cheiro de sabonete atrapalhava.

[O genial Luiz Fernando Veríssimo é gaúcho de Porto Alegre, nasceu em 1936. Viveu nos estates com seu pai Érico Veríssimo, quando era pivete. Pra quem não sabe, o pai dele escreveu o livro “Olhai os lírios do campo”. Uma bela história sobre capitalismo.]

É praxe na minha vida as pessoas me dizerem que gostariam de ter as coisas tão claras como eu as tenho. Mas a grande verdade é que eu também tenho muitas e muitas dúvidas, muitas inseguranças e medos. Talvez até mais que a média. Mas há uma coisa comigo, a intuição. Dela as respostas vêm de dentro ou do que aprendo pela vida.

Quem me conhece sabe que não sou nada fã do Paulo Coelho, mas o livro “O Alquimista” fala, de maneira prática, como funciona “ouvir o coração”. Ele chama de “exercer a Lenda Pessoal”, o que muita gente entende por destino, mas na verdade é o aprendizado que cada um necessita, que pode vir de várias formas, com diferentes graus de dificuldade cada um tem a sua maneira de buscar paz interior.

No livro, durante o caminho o rapaz encontra a mulher da vida dele, mas a sua realização estava em chegar ao Egito quando o Alquimista lhe diz: você pode deixar de ir até as pirâmides para ficar com a moça do deserto. Passarão anos de felicidade e entusiasmo e então o tempo fará suscitar dentro de você a necessidade, curiosidade e a sensação de que você ainda deve ir até lá. Onde no caso, ele apenas retardaria a execução da sua verdadeira inquietude para ficar com algo importante, mas que não supriria o vazio dentro dele e, ainda assim, quanto mais velho ele ficasse, mais difícil seria o transcurso desse caminho.

Simplifiquemos isso como: escolher o caminho do amor, ou caminho da dor.

Na vida acontece o mesmo, muitas vezes já temos todas as respostas que precisamos, mas muitas vezes nos negamos a aceitá-las; o que é bem diferente de não tê-las. Quer acreditemos quer não, a evolução é obrigatória e imparável, mas o discernimento é nato em todos os seres humanos. Até o mais ignorante, sente o que lhe faz bem e o que não.

Lembro-me da história de um amigo que pedia à todo mundo que o ajudassem a encontrar um emprego e muitos se mobilizavam a ajudá-lo mas, até no mais favorável dos cenários nada dava certo. Vendo a tristeza dele e a mentira que se vendia lhe disse: “você diz que quer arranjar um emprego, mas é que você parece tão à vontade parado… sinto que cada vez que alguém diz que você tem que fazer uma tarefa mais chata, você torce o nariz… daí fica complicado, né!? Porque afinal é você mostrando pro entrevistador que está tão bem parado.”

É óbvio que depende do mercado, da vaga, das competências da pessoa, mas quando alguém te dá a oportunidade e você tem as competências, ainda existe o fator “será que eu quero mesmo?”. Afinal, já imaginou se der certo!? Vou ter que me esforçar e pior que medo de dar errado, é o medo de dar certo.

O mesmo acontece quando alguém diz que não te quer e você insiste irracionalmente. E sofre. Por isso, uma coisa é dizer “não sei o que está acontecendo”, outra bem diferente é, “não quero aceitar o que está acontecendo”. E posso estender a outros muitos casos: gostar de alguém que não gosta de você, querer mudar a essência dos outros para não ter que desfazer-se de amizades, aceitar que tem dificuldades de se relacionar, aceitar que tem dificuldades de perdoar, ou de esquecer coisas do passado, aceitar que não tem amigos por uma maneira de agir, aceitar que certas atitudes afastam as pessoas que querem nos ajudar, etc etc etc. “Ouvir o coração” é também compreender-se, olhar pra dentro e reconhecer o que é que realmente nos faz feliz na essência. Dizer, eu sei que não estou afim de trabalhar, mas eu preciso e fará muito bem pra mim pois permite que eu me realize. Dizer eu estou cansado de mentir pra mim, e se eu me aceitar como sou ajuda muito a saber que tomar.

Para aquele amigo que dizia querer, mas não agia como quem quisesse mudar, eu sugeri que fizesse uma coisa quando ele chegasse em casa. Logo depois que fizesse as tarefas do seu dia, e não fosse mais sair de casa, fizesse um pequeno teste:

– Olhe-se no espelho e diga “eu quero trabalhar”. Olhe pro seu rosto por um tempo e veja se você consegue convencer a si mesmo.

Mesmo que ele tentasse encenar, veria que com o passar dos minutos, não conseguiria suportar aquela pose astuta. Até porque seria ele mesmo escondendo-se as coisas e quando a sua real sensação interior viesse pra fora ai saberia o que é que as pessoas viam nele que lhe impedia que tudo desse certo. Era aquela pequena levantada de sombrancelha, era aquela pequena torcida de lábio, era aquela desculpinha que mostrava a falta de interesse, a falta de ânimo, a incongruência entre vocalizar e realizar.

Com relações é o mesmo, não!? Olhe-se no espelho e diga: poxa, mas toda vez sou eu quem chama a pessoa pra sair, toda vez ela me dá mil desculpas, toda vez há algum problema, toda vez eu tenho de convencê-la, será mesmo que ela quer andar comigo? Ou então, a pessoa evade toda vez e você… “imagina, tá tudo bem!”. Chega ao fim do dia e você tem a sensação de que não está feliz. Ora… ora… por que será?

Será que você não tem a resposta, ou será que não quer aceitá-la?

auguste-rodin-le-penseur

Mais uma vez vou fugir um pouco do tema,  pra colocar algumas frases e algumas coisa que aprendi ao longo da minha vida, acho que é o momento pra isso:

“Que o medo que tenho nao me deixe esquecer o que anseio” (Oswaldo Montenegro)

Ficar triste muitas vezes é inevitável. Todas as pessoas do mundo podem te dizer o que quiserem, dizerem que você é louco, podem não compreender, mas voce é e sempre será a única pessoa que pode resolver sua vida. É a pessoa mais responsável pela sua felicidade.

Às vezes não poderemos esperar que as pessoas se preparem, ou te acompanhem para mudar o que não nos faz feliz. Você tem que tomar o rumo, atuar, fazer sua sorte e quando o tempo passar, as coisas se arranjarão da maneira mais perfeita, porque é impossível contarmos com as tantas variáveis da vida, mas é imprescindível fazer o melhor que se pode a cada passo que damos. É nossa tarefa não machucar as pessoas por pura vaidade, mas mesmos quando fizermos as coisas da melhora maneira possível muitas ficarão tristes, muitas ficarão presas, muitas ficarão perdidas. Se somos capazes, tentemos ajudar, ainda que ajudar seja se afastar. Ser solidário, por mais que no momento a pessoa não entenda, pode aliviar um coração, pode libertar essas pessoas para a vida e, até mesmo para tudo aquilo que ela não é capaz de ver naquele momento.

O importante é não deixar de caminhar, de ir atrás do que acreditamos porque no futuro, nós seremos nossos mais severos juízes.

“To be free or to feel free. The first one is a myth” (Mick Hucknall)

Ninguém é 100% livre. Há a sociedade, a familia, o emprego, o dinheiro, a matéria, o medo. A liberdade é, portanto, as formas e momentos que nos sentimos livres. Dar-se liberdade é também libertar.

“Le hasard favorise l’esprit preparé” (Louis Pasteur)

‘A sorte’ favorece os espíritos preparados. Quer dizer que às vezes achamos que uma pessoa tem sorte, mas quem nos garante que essa pessoa aprendeu  a desviar ou tirar do seu caminho as tantas pobrezas que nos cercam? Há pessoas que sabem identificar oportunidades, são humildes para reconhecer seu erros e aprender com eles. Aprendem que o bem é lógico, tiram as barreiras da sua frente, esclarecem-se de que precisam e assim, multiplicam as possibilidades do que o que pretendem aconteça. Aumentando a possibilidade, se aumenta a probabilidade do “acaso” positivo, o que as pessoas denominam: sorte.

“Cogito, ergo sum”  (Descartes)

O homem que não pensa padece.  Fato!

Se não se contesta o que as pessoas nos dizem, o que a vida nos traz, o que as influências nos causam e os resultados que obtemos, fatalmente seremos pegos em muitas e muitas ocasiões apoiando-nos em coisas que são completamente efêmeras ou infundadas. Imagine construir sua casa sobre essas noções vazias, é como construir num barranco sem arrimo ou sobre areia da praia, sob a primeira pressão, sob uma chuva mais forte: adeus pra suas verdades, sua história.

“What is written without effort, is in general read without pleasure” (Samuel Johnson)

Ler é preciso. Ler mil livros e não lembrar-se de nenhum é como ter mil colegas e não ter amigo algum.

Se não te interessa ou não vai ser cobrado à respeito não leia. Se alguém te sugeriu, se esforce.Ler livros ruins também nos ajuda a evidenciarmos os bons.

Escrever é ainda mais sério. Escrever sem amor, sem vontade dá no que dá. Não importa quantos leitores leiam seu texto, seu bilhetinho na tela do computador: 1, 2, 1000. O que importa é que 1º se consiga ler (se a sua caligrafia é ruim, se vire!), 2º seja algo, 3º a pessoa que recebe sente, não me pergunte como, mas sente.

Há alguns outros ditos e frases, e para cada pessoa haverão tantos mais ou tantos menos, não importa.

O que realmente importa é que, em algum momento, nos pusemos frases e ditados: marcos. Milestones provando que não andamos para trás e nem queremos. Celebremos, pois.

Fernando Pessoa paulo-coelho

Há algum tempo eu tenho tanta coisa na cabeça se misturando que eu gostaria de falar um pouco de cada, mas por incrível que pareça fiquei sem saber o que escrever.

No post passado e a diário venho pensando nesse tema:  aprender x esquecer. Onde ‘aprender’ que digo, está muito longe de sentar numa sala de aula, ler a internet ou um livro. Essas podem até ser as fontes, mas quero dizer, conhecimento orgânico, aprendizados que somos capazes de ensinarmos a nós mesmo e, em seguida, articular o tema quando em voga, ou quando alguém necessite.

Uns dias atrás, minha amiga Maria Helena me mandou um texto que caiu como uma luva. De início a pessoa que montou o powerpoint se equivocou e deu a autoria ao Paulo Coelho, mas que na verdade era do Fernando Pessoa. (O tema Paulo Coelho vou tratar no final, se é que interessa).

Às vezes é preciso obter experiências e ver as coisas pela visão dos outros pra sairmos de nossas próprias armadilhas. Tenho certeza que eu como muitos gostaríamos de ter a simplicidade e a força que vem com o que escreveu Pessoa, mas de minha parte posso dizer que, se o sentirmos mais do que lê-lo, essas coisas se incorporam ao que somos. Ser livre é também saber libertar, começar ciclos é também encerrar outros:

Encerrando ciclos

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final…
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu….
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora…
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração… e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do “momento ideal”.
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa – nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.

Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..
E lembra-te:
Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão

Fernando Pessoa

Bla bla blá sobre P. Coelho:

Faz tempo eu tenho um pouco de birra dele, só porque, em minha modesta opinião, ele tem boas idéias, boas histórias, conhecimento espiritual e alquímico mas tá muito longe de escrever bem; e o pior, ele entrou para a ABL! Isto sim me indigna!

Para mim se Mário Quintana não pode entrar,  Mr. Merlin canarinho também não pode. É uma questão de nível, não de fama.

À posteriore, verifiquei que o Sarney também entrou para a ABL. Sim, o Sarney! Com um único livro (isso mesmo, ele só escreveu 1! E é um literato!)  que por acaso eu não li, e até posso estar enganado, mas só pelo jeito que ele fala… já imagino.

Por isso digo, minha birra se transfere então à ABL. Não tenho nada contra o P.C. Potter,  até gosto das suas histórias e ajudam a muita a gente a se iniciar nas ciências ocultas, espiritualismo, etc. Mas convenhamos, escrever como Fernando Pessoa é uma arte, é uma lisonja, é como se sentir elogiado. E agradeço à ele, esteja onde estiver, por ter se dedicado a traduzir tanta coisa útil, e por escrever algo tão quântico que nos veio transmitir 75 anos depois de sua morte aprendizados tão importantes.

paradox       nazis israel

Eu não tenho postado essas últimas semanas. Geralmente as coisas que eu escrevo são frutos das vivências e pesquisas que faço. Ultimamente vinha lendo muita coisas filosóficas, algumas vezes é preciso parar. Para as novas gerações, segundo muitos estudos, não é exatamente assim que acontece, porque até as sinapses delas são diferentes.  Que geração? As crianças que hoje tem de 5 a 13 anos. São multitarefas, agüentam uma carga superior e uma exposição superior a informações mais densas.

Mas enfim, acho que esse não é meu caso e depois de uma longa exposição à conteúdos mais pesados precisei dar uma arejada e comecei a ler a “Menina que roubava livros”. Também não é tão light assim, tem muitas notas, e mais que isso muitas sensações de se viver sobre o regime nazista. Muito bem escrito, por sinal.

Logo, nos outros posts eu ofereci um pouco do meus pensamentos, dessa vez quem puder compartilhar comigo os seus eu agradeço. Não sei por que motivos não animei a pesquisar sobre isso na teoria… portanto, quem puder comentar me ajudará muito a refletir sobre essas duas questões:

1. O perdão

Perdoar é uma benção, uma virtude, um alívio. O que se é preciso entender é que o verdadeiro perdão só ocorre quando não se lembra mais o efeito do mal que nos foi feito. Por outro lado, não lembrar do que nos foi feito, pode fazer com que incorramos no mesmo erro outra vez. Pergunto: se o verdadeiro perdão é esquecer, e se evoluir é aprender com os erros, logo perdoar de verdade é esquecer das lições?

Dado à esse paradoxo, coloquei a figura do Paradoxo de Kandelhardt

2. O Nazismo

Essa não é a questão principal do meu post, porque eu sei que vou ter que pesquisar e muito à respeito desse tema: O nazismo.

Mas é claro, quem tiver no espírito de comentar sobre isso também, agradeço e muito. Nesses últimos dois meses, eu achei que fosse coincidência, mas comprei dois livros com nomes inocentes “Menino do pijama de listras” e “A menina que roubava livros” nada a ver com nazismo né? Errado. E assim vem sendo minha vida nos últimos dois meses, pelo menos 3 vezes por semana ou surgem pop-ups, ou escuto no tícias no rádio, ou alguém me comenta, ou surge o assunto, ou aparece num jogo, ou aparece num livro, ou no cinema pra não falar de muitas outas coisas falando sobre nazismo. A última foi abrir o jornal e ver que na França está crescendo a formação de grupos jovens neo-nazistas, outro dia uma brasileira agredida em Zürich, e agora 16 casos de agressão em Madrid, 11 em Barcelona.

Vejo também o que Israel tem feito também me soa um pouco nazista, pra não falar dos Vascos e outros, por isso a figura da bandeira. Não estou tomando partido, preciso mesmo é de conhecimento. 

Então antes de eu começar a estudar, e sei que aí vai aí uma longa jornada, alguém pode me dizer quais são as principais motivações do nazismo e quais as principais lições que deixou pra humanidade? As pessoas estão formando grupos neo-nazistas porque são formadoras de opinião ou porque precisam desesperadamente de um líder? 

De todas maneiras agradeço muito, muito mesmo todos que colaborarem com a minha falta de informação.

Saudações!

Cassio.