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Não entendemos muitas coisas da vida… No momento em que se nasce não entendemos “onde estou”, “quem é você ai me olhando?” Depois não entendemos “por que temos que sair de casa?” (pra escola), logo, contraditoriamente, “por que tenho que ficar em casa?” (quando quero sair). Engraçado é que da mesma maneira acontece “por que eu não posso ficar com ela?” (no platonismo, ou no fim de uma relação) ou “por que eu tenho que ficar com ela?” (no casamento,  falo sem nenhuma propriedade)

A vida sempre pende na direção das relações interpessoais afinal, hoje em dia, até o eremita tem internet. (E, se você acha que não, é porque não sabe o que é um Blackberry®, GPS, 3G, 4G, etc…). O que a gente não percebe é que isto tem uma função, no que toca ao desenvolvimento obrigatório, já que a comunicação, a empatia e a solidariedade são fatores cruciais para o desenvolvimento mais acelerado do coletivo.

Dois camaradas Joseph LuftHarry Ingham inventaram em 1955 uma ferramenta cognitiva para melhorar as relações através da experiência (heurística). Também se relaciona à iniciativa de Myers-Briggs (conhecido por MBTI) que enquadra o tipo de personalidade e como elas interagem quando em contato.

Dizem eles que as relações envolvem 4 tipos de interações entre pessoas:

Abertas: As coisas ou fatos que nós sabemos e que as pessoas também sabem

Escondidas: As que nós sabemos e que as pessoas não sabem

Cegas: As que as pessoas sabem e nós não temos conhecimento

Desconhecidas: Nem nós nem as pessoas sabemos mas acontecem

Alguém já viu histórias onde as pessoas lêem correspondências umas das outras e reparou no que geralmente acontece? Ou pessoas que deram a senha do e-mail?  Ou pessoas que vivem completamente isoladas? Ou alguém que nunca pergunta, ou nunca escuta a opinião das pessoas sobre seus atos ou atitudes? Ou as “gabrielas” e “polianas”: eu nasci assim, sou assim e vou morrer assim onde a pessoa evita um crescimento através do auto-conhecimento? Aposto que ninguém conhece esses tipos hehe (Espelho!? Não, eu não!)

Como mostra a janela, uma relação saudável não existe quando se elimina um dos 4 quadrantes desprezando a natureza de algum dos tipos de relações que sempre existirão.

Não é dizer que a pessoa deve ter segredos, mas se ela contar tudo a relação aberta fica impossível: você seria sempre julgado pelo passado e não teria o direito de melhorar destruindo assim a parte onde você é quem conta para as pessoas ou pelo menos para algumas pessoas o que você acha que deve dividir. Há quem diga que o Beckhan usava calcinha (é, tanga mesmo) imagine se os outros jogadores soubessem disso…? (Tudo bem o Piqué não conta) Ou, se seu melhor cliente sabe que você detesta almoçar com ele e que ele tem um mau gosto tremendo para gravatas… Embora cada vez mais as empresas abram suas margens de lucro, seus objetivos de vendas etc, se não houver uma parte secreta, as negociações falham.

Ou você dá espaço, ou você vai pro espaço:

Na vida amorosa, se não houver processo de feedback, não há relação que perdure. Acontece com freqüência a pessoa oferecer informação importante e a outra parte não fazer nenhum caso e, com o tempo se vai cortando esse processo, se deixa de contar as coisas até que todo o aberto se transforma em secreto e o surdo diz: “mas me pegou assim de surpresa?”, “foi do dia pra noite”. Foi mesmo? Faz-me lembrar uma música da Alanis Morissette “Why do I fear that the quieter that I am, the less you will listen?”

Vamos um pouco mais adiante: um ciumento(a) mata a relação quando obriga um aumento forçado da parte aberta, é como uma invasão mental. É interessante ver também que para um psicólogo um escondido preponderante dificulta muito o tratamento e com um aberto escancarado passa a ser impróprio permitindo pré-julgamento por isso não podem tratar pessoas próximas, familiares, etc…

Mas o Oscar vai para o último quadradinho ‘unknown’. Sem diminuir constantemente a janela do desconhecido, nós continuaríamos acordando mijados no meio da noite, fazendo muitas coisas inconscientes que nos prejudicam ou nos atrasam, seguiriamos fazendo constantemente coisas das quais nos arrependemos, não nos importaríamos um pito dos erros que cometemos. Se não aprendêssemos nada, seguiríamos vegetando e dormindo 10h no inverno, vivendo em cavernas e arrastando as mulheres pelo cabelo. A compreensão dessa janela se dá de maneira individual ou em grupo por estudos ou captando os aprendizados obtidos da experiência. Descobrir como nos portarmos em muitas situações, ou o que sentimos, entender que havemos de fazer para que não nos sabotemos. Tomar decisões que estão de acordo com o que nos faz bem e com o que realmente somos. Fazer com prazer, aquilo que temos de fazer .

Aliás, auto-sabotagem… é o próximo tema que pretendo abordar, se alguém tiver algo que comentar sobre o assunto, gostaria de ouvir opiniões, vivências, atitudes, descobertas, etc…

Nesse site tem um teste da janela de Johari: http://kevan.org/johari .Bem generico, mas interessante.

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