“We are not called guardians for nothing! … I remember the Rio 92 Conference, the biggest meeting of leaders on the planet. We discussed the future of Earth and reached agreements about it. Fifteen years have passed, and now society has the experience, the knowledge and the economic instruments to guide us toward a better life in this millennium. We have to understand that we are the guardians of this planet. We have the heritage, the honor and the mission to keep it alive, to carry human experience forward to the next centuries. We are the generation that is experiencingone of the most important times of civilization, just a dot in the timeline of the Universe, from the past to the future.

 


We have to act now!



To fight against global warming, to protect our biodiversity, and to use our resources rationally. We do have the tools. The Earth Charter gives us a direction, the Convention on Biodiversity informs us, the Agenda 21 reminds us of out commitments and the Kyoto Protocol is the ignition key. In the cities, on the mountains, on the oceans, or in the forest, we are all guardians.”

OSKAR METSAVAHT

Com certeza muita gente já recebeu todas as mensagens de final de natal de final de ano e etc. com todo aquele conteúdo que a gente já está mais ou menos acostumado.

Não resmungue, porque o dia que esses e-mails não chegarem você se sentirá esquecido…

Quero deixar uma mensagem:

Pra você que reclamou muito e pediu muito mas teve pouca fé em 2011, provavelmente você também não terá visto que a foto põe 2112 ao invés de 2012.

No natal, por pressão ou por gosto, somos obrigados a juntar-nos ou pelo menos pensarmos na família. Desafiando os pais separados ao desapego, o egoísta a alternar de famílias, o possessivo a dividir seu par, seus filhos e até mesmo dividir-se com outras pessoas. Uma forte mensagem de doação pra lembrar o tanto que se tem e até mesmo contagiar pessoas à atividades caridosas. Até a besteira de comprar presentes pros outros obriga a gente a pensar nos demais.

O ano novo é uma invenção maravilhosa do ser humano… depois de esperar 365 días ele pensa que tudo vai mudar. Na natureza em si, nada muda. Mas é tanta gente com essa vibração positiva, expectativa de mudança, com essa fé ao mesmo tempo, que o conjunto acaba mudando mesmo.

Não foi só o 2112 da foto que nós não percebemos em 2011, também não percebemos que a crise prejudica a muitos, mas também ajuda a muitos a espiritualizarem-se. Muitas coisas passaram esse ano e não demo-nos conta porque provavelmente, estávamos muito ocupados com o que precisávamos fazer, ou com qualquer coisa que a quiséssemos ver em lugar do que realmente era.

E é por essas e por outras, que eu desejo à todos que amo (independente do tipo de amor) em 2012, reclamar menos, pedir menos e prestar mais atenção. Permitir que as pessoas aproximem-se e aproximar-se mais, permitir que as coisas que acontecem ao nosso redor falem mais conosco. Desejo que antes de ter medo do fim do mundo nós estemos dispostos à produzir mais, porque é da intensidade que poporemo-nos a sair dos buracos e dar impulso nos trampolins que nacerá a sorte, conquistas e a paz de espírito que buscamos.

Desejo que a vida hasteie suas velas, que a alegria de estar vivo empurre-nos onde tivermos coragem de ir e que a luz guie a todos em cada um dos 366 dias de 2012.

Quero ser breve.

Muita gente passa a vida tentando compreender ou reproduzir o amor incondicional. A gente está tão acostumando com a expressão que deixa de pensar o que é que significa. Se tem um verbo que anda grudado com ele é o verbo “dar”. Amor incondicional só existe de maneira transitória. De um momento a outro, de um estado a outro ou de uma pessoa a outra.

Parece que não, mas é muito simples: incondicional é sem condição, sem restrição. Ou seja, se para sentir amor eu tenho que estar em um determinado lugar, então pode que não seja amor. Se eu só posso dar amor se eu estou perto de determinada pessoa então, eu posso ter amor, mas eu não sou o amor. Se, eu só sei dar amor quando é para alguém que eu goste então pode ser amor, porém, não será incondicional.

As conjunções que denotam que algo não é incondicional são: quando, se, somente, apenas, onde, no qual, na qual, só, etc…

Amor incondicional é assim de simples: se você colocar qualquer condição diante, então você não o produz.

 

Odeio gente burra!

Ouvir isso pra mim é uma agressão que posso sentir no corpo.

Durante muito tempo quando falava de algo, ou mostrava um trabalho pra alguém, ou mesmo ensinava meu pai a mexer no computador tive o hábito de dizer “não é possível que você não saiba isso!” , “porra como você não entende isso?” ou mesmo “eu não aguento gente burra”, quando a pessoa não entendia ou ia mais lenta.

Se eu pudesse voltar atrás eu mudaria cada segundo onde eu disse ou pensei assim.  Toda vez que alguém faz esse tipo de coisas, está sendo altamente incompreensivo mostrando falta de paciência, empatia e conhecimento.

Principalmente na escola, a inteligência lógico-numéricas é bastante mais demandada e avaliada mas na vida as motivações e demandas são diferentes. O mais engraçado é que quase todo mundo já afirmou “uma prova não pode avaliar uma pessoa”, mas sob a mesma forma de avaliar já reprovou várias pessoas.

Tive a oportunidade de perceber essas reprovações que fiz, sentindo cada um dos seus efeitos quando fizeram o mesmo comigo, e creio que delas o preconceito seja realmente a pior. Pior é quando a pessoa precisa fazer determinada coisa pra viver, ou aprender algo rapidamente pra continuar empregada, ou em qualquer situação de desvantagem e alguém a humilha e a pessoa se sente a pior das mortais, se diminui, fica com medo, se preocupa ou então fica com raiva. Nem todo mundo reage positivamente, afinal a maioria das pessoas é ruim com críticas. Incluo-me.

Em geral, quem comete esse tipo de “injustiças” costuma também ser quem mais sofre quando recebe nem metade do mesmo, como quem mais critica os outros no trabalho é quem reage pior à qualquer comentariozinho, como quem mais faz falta jogando bola é também quem mais reclama quando apenas lhe encostam (repare). Ninguém tem o direito de diminuir os outros porque as pessoas já têm suficientes desafios com seus próprios defeitos. Toda vez que nos comparamos com alguém somos mais ou menos que alguém, quando na verdade cada um de nós é único e composto por situações, experiências e aptidões diversas.

É um fato interessante que as pessoas que mais contam vantagem também costumam ser as pessoas mais inseguras, as que esfregam o que têm na cara dos outros, são as que mais sofrem com o que elas não têm, aquelas que não costumam ter pena de ninguém costumam ser aquelas que mais têm pena de si mesmas. Sem nem perceber, os “espertões” pedem desesperadamente pra vida trazer tristezas suficientes pra aprender a se respeitarem não se comparando PRINCIPALMENTE,  porque é impossível fazer isso já que a gente não conhece todas as inteligências que essa pessoa possa ter.

É possível quantificar coisas, somos educados para quantificar coisas: dinheiro, tempo etc etc. Mas nem tudo é escalar, nem tudo é definido por um número. Muitas coisas precisam ter um sentido e por isso podem se comparar com as grandezas vetoriais como, por exemplo, uma força. Não basta saber quanto se não souber pra onde.

Uma pessoa pode ter facilidade pra resolver um cálculo mas pode ser um mamute conversando com alguém que, por sua vez não lide bem com pressão. Em outros casos, pode ser fantástica com pessoas e não conseguir pagar uma conta de banco sozinha, ser genial individualmente e ser uma mula trabalhando em equipe. E isso acontece porque existem outras formas de inteligências que não tem nada a ver com a memória ou com a lógica.

Por essa razão, toda vez que vier em seus pensamentos “ah mas é que o fulano não é capaz e eu sou o fodão”, “eu sei e você não sabe”, “não é possível que você não saiba”, “eu odeio gente burra”; “eu tenho tudo isso e você não tem bosta nenhuma” etc etc  lembre-se que em vários momentos você também se sente “pobre”, também sente medo, também tem dúvida e por isso ser um pouco indulgente com as pessoas pode ser o primeiro passo pra incentivar ao mundo a mudança que você quer ver.

É bom saber também, que todo esse processamento de emoções acontece no sistema digestivo. Toda o confronto entre o que as coisas realmente são e o que nós gostaríamos que fosse é sentido no estômago, por exemplo. A falta de compreensão e de aceitação, inclusive aceitação de nós mesmos nos torna mais ansiosos e mais inseguros, e por isso geralmente a gente sente tudo na “boca do estômago”, seja uma pressão, gastrite, intestino preso, etc de acordo com a intensidade da reação de cada um. Por isso pra viver melhor, depois de aprender a se amar, é necessário aprender a não se comparar, porque só quem compreende que é um ser único alcança seu próprio máximo. E, se as pessoas não o virem, você sentirá interiormente, por fim sendo o único que está dentro de você mesmo, de que servirá a ser melhor ou pior que o outro?

Há uns anos venho brincando de poker. Brincando mesmo, nunca ganhei nem perdi, já na bolsa não posso dizer o mesmo. O mais engraçado é que mesmo sabendo que pra um ganhar outro tem que perder, todos os meus amigos sempre ganharam e ganham…

Não caia nessa, pouca gente assume seus fracassos, mas TODO MUNDO fracassa ou fracassou em algum momento. E é muito importante saber que muitas vezes NÃO apostar em algo ou minimizar suas perdas já é uma vitória, aí é onde entram o poker e suas apostas.

Pra quem não conhece o jogo de poker é um jogo de cartas e apostas com n variações  de estilos, mas o importante é saber que nele se fazem apostas (bet) que podem ser igualadas, aumentadas (raise) ou simplesmente esconder (ou fugir – fold).

É também um jogo de sangue frio, estudar o adversário e blefar onde se acredito que minha mão é suficientemente boa ou melhor que a do adversário me ponho a medir forças apostando. Acontece em várias situações em que você deve saber reconhecer o risco, e os bons jogadores sabem disso, por isso quando têm muita carta na mão, normalmente, não apostam tudo de uma vez. Escoam as fichas aos pouquinhos atraindo a presa à sua armadilha em vez de pôr tudo de uma vez e o oponente fugir. Logicamente, quando há um kamikaze é outra cena, mas  numa mesa de gente com experiência a coisa flui com um pouco mais de cálculo.

Aumenta um pouco na primeira rodada e alguém lhe acompanha, logo aumenta um pouco na segunda rodada alguém lhe acompanha vai aumentando mais até o limite, quando os adversários vêem eles já estão atolados na aposta eles apostam mais e mais, dizendo: já perdi 50, perco mais 50, mesmo sabendo que não tem nada bom o suficiente e jogando onde poderiam perder apenas 50 ou menos se tivessem se conscientizado de que tinham pouco cerca das tantas possibilidades superiores às suas que estavam disponíveis…

A vida reflete o poker nesse canto da mesa. Muitas vezes, se tem uma noção do que é correto ou de como fazer as coisas e vão dispendendo energia e tempo nas questões de suas vidas. Quando aparece uma situação esdrúxula é fácil reconhecer o risco e logo caímos fora. Mas quando se trata de uma questão que fomos vivendo aos pouquinhos, que fomos dedicando energia por vezes e vezes, acabamos ficando atados e cegos, temos a tendência a preferir aumentar as apostas em vez de fugir. “Ah, já pus 5 ponho mais 5!” em vez de “Ah, já perdi 5, não tenho tanta chance, não vou perder mais 5″ mesmo quando você já tem elevado grau de certeza que não vai ganhar. Sem contar a quantidade de rodadas em que os riscos são bastante superiores ao benefício.

Se os generais também o fizessem dizimariam todos os seus exércitos. Também temos que saber debandar. O orgulho mataria toda a tropa.

Levamos à cabo uma idéia, vamos até o final em coisas que já sabemos que não vão funcionar, coisas que nem nós acreditamos e pior, nem queremos que elas aconteçam. “Mas dar o braço à torcer é pra perderdores…”  Igualmente vejo as pessoas colarem a frase “Não quero ter razão, quero é ser feliz”. Quantas e quantas vezes as pessoas fazem isso desmedidamente, dizem pra todo mundo mas não são capazes de se convencerem. Ser feliz é saber abrir mão inclusive de tudo aquilo que você um dia acreditou, quando você descobre clara e racionalmente que estava errado.

Fico impressionado que classe de bobagens e mentiras colocamos em nossas cabeças e corações.  Na vida perdedor é aquele que não se ama e não têm capacidade de tomar decisões difíceis por amor. Nessa ordem.

Aquele que engole tudo seco, “pra ser feliz” em vez de ter razão não vai ser feliz porque, por vezes, estará deixando que seus valores sejam atropelados. Aquele que discutir por tudo e sem motivo, estará causando sofrimento sem fundamento e fazendo doer, muita gente guarda e nunca saberemos o tamanho do estrago. Quantos oprimidos queremos ter ao nosso lado? Ou como viveremos felizes oprimidos? Quantas vezes vamos perseguir coisas que no fundo não queremos? Quando é que vamos nos olhar e dizer: poxa, passei todo minha vida dizendo que ela era “a pessoa” e agora eu vejo que não era tudo isso, senão eu mesmo que estava cego? Quantas vezes vamos dizer que o maior sonho da gente é ser chefe, ou ser dono do próprio nariz, quando a gente precisa de alguém todo o tempo nos dizendo pra que direção toar? Quantas vezes vamos gastar e mais gastar dinheiro e tempo para sair com um amigo que o seu coração vive dizendo “não devo estar com essa pessoa”; “essa pessoa só me traz coisas ruins”?  Até quando vamos contar as nossas vantagens e vantagens enquanto dentro no ouvido a voz soa “não é bem assim e você sabe!”. Até quando você vai dizer que gosta dos Beatles ou do U2 se eles não têm nada a ver com você e você mal consegue terminar de ouvir uma música deles? Até quando você vai fingir que tem amigos e continuar comprando-os, e mais comprando-lhes para não ter de encarar a verdade? Até quando você vai levar adiante esse desejo de casamento, quando no íntimo sabe que só está fazendo isso para a pessoa não poder fugir e você poder dizer que foi abandonado…?

Até quando vai continuar dizendo que está feliz no seu emprego só porque ganha bem? E quanto mais te promovem mais vai se afundando e menos coragem para mudar?

Quantas vezes vai aumentar as apostas e perder e mais perder apenas para ter razão?

Nunca na história nenhum bobo da corte converteu-se em rei.

Os reis não perdem, eles cedem.

Estava vendo na televisão agora há pouco cenas sobre exorcismos que são feitos ao redor do mundo. Notícias de pessoas que morreram por submeterem-se seguidamente à esses tratamentos e pessoas que potencializam esses efeitos por conta de crenças, superstições religiosas, crucifixo, poções e pressão psicológica também.

Pra quem quer entender mais sobre isso há centenas de livros espíritas escritos sobre isso. Uma coisa que é muito freqüente é que mesmo depois das sessões exorcistas que curandeiros e outros fazem por aí a pessoa volta a ter reincidências; o que é bastante compreensível.

O que chamam por aí de gente tomada pelo demônio e com ataques de histeria e psicoses são devidos a uma série de fatores desta vida e de outras vidas, como “dívidas” contraídas com tais espíritos obcessores, por exemplo. Lembro de um exemplo de um livro do Chico que contava que uma senhora dona de escravos na época, por pura vaidade separou um dos filhos ainda pequeno da mãe e torturou-o em frente a ela de maneira bastante má. Logo contraiu uma dívida de ódio, raiva e por não existir o perdão dentro dessa mãe passou a obsediá-la e inclusive ajudou a levá-la a demência.

É importante entender que se essas obsessões são dívidas cármicas, não é indo num curandeiro que vai curar tudo isso. E muito menos de um dia pra outro. Além do que é muito importante também manter o acompanhamento médico, já que muitas vezes no acompanhamento psiquiátrico há uma fase de tratamentos psicológicos, que ajudam a pessoa a utilizar a empatia e a catarse para reparar e compreender determinados erros que cometeu até o momento que possa liberar ou amenizar o que causou e assim, através do apoio de ajudas superiores melhorar sua condição de vida. Outras vezes também é atraída pela própria vibração da pessoa, que lhe faz atrair seres de baixa vibração que influem no seu mecanismo corpóreo por opção da própria pessoa (já que o livre arbítrio nunca é violado). Vale dizer que é por opção mas que pode ser assim decidido inconscientemente.

Os centros espíritas são indicados para estes tratamentos pois além de estarem preparados para este tipo de auxílio, têm mais possibilidade de que o médium em questão dê as ajudas por pura caridade, não deixando-se iludir muitas vezes pelas ofertas feitas pelos próprios espíritos (como no livro Libertação, de André Luiz) casos em que médiums foram beneficiados com dinheiro ou outros temas, como acontecem com cartomantes e curandeiros que fazem a câmbio de dinheiro. Os verdadeiros tratamentos desobcessivos não dependem de elementos, não dependem de magias, não dependem de colares, roupas, etc etc São totalmente baseados nas vibrações e fatos que geram a ligação entre os envolvidos; normalmente “devedor” e “credor”.

Sei que muitos seguirão dizendo que são obras do demônio, sei que muitos dirão que isso é coisa da cabeça, que são influências, que podem derivar dos sonhos e do inconsciente entre mil outras coisas, mas basta acontecer com você ou com alguém próximo que você ama e que pode vir a ter um problema que ninguém identifica a que corresponde que bastantes coisas já mudam. Sei que muita gente se colocará contra, e pensará que isso se trata de religião ou de crenças. Mas essa prática vem sendo feita por dezenas de seitas, e muitas religiões e por “santos” e houveram muitos casos de danos feitos, como casos na Alemanha e França na década de 70 e 80 que culminaram em mortes. Se você conhece alguém que sofre destas influências, ou sofre com estes problemas psicóticos a que se destinam a exercer o exorcismo aconselhe sempre ao não abandono do tratamento e acompanhamento médico, se for possível aconselhe um acompanhamento espiritual, com administração de passes para reforço em um centro espírita já que esse é um dos principais trabalhos que ali devem ser realizados uma vez que dentre as faculdades do médium uma é ser a conexão entre estes seres e auxiliar aos terrenos (e aos desencarnados) na superação destes problemas que os métodos científicos algumas vezes não conseguem alcançar ou resolver.

E elevar-se, sempre através da gratidão e oração. Buscar às vibrações superiores já que a mente é um potente instrumento de coordenação do corpo e de tudo que produzimos, inclusive as pessoas às quais atraímos.

 

É preciso aprender a olhar para entender que não é o mesmo ponto, nem o mesmo lugar

Pra onde olhemos nessa terra se vê pobreza: quando não é material é emocional, moral, ou espiritual entre alguma outra que possa existir.

Fala-se muito em destino, mas o destino é um fim. O destino fala alguma coisa sobre o caminho, mas não define como ele deve ser. Acredite, se definisse não existiria o livre-arbítrio, pois seria inútil.

O sofrer já está implícito em conviver em meio às pobrezas que existem, mas ninguém precisa escolher o sofrimento. Ninguém nasce pra padecer, ninguém nasce pra ser pobre ou rico, feliz ou triste; são escolhas. Trazemos uma carga das outras vidas que define muita coisa do agora e, é essa a razão de que uns nasçam com doenças graves, ou com descapacidades variadas e outros não. Quanto a ter dinheiro, com ele vêm algum ou muito poder e vêm responsabilidades, amigos falsos, mais ilusões e mais desilusões com mais velocidade, frequência e acima de tudo intensidade, afinal quando as pequenas coisas surgem se paga pra não encará-las. Não é justificar o fato de não ter dinheiro mas simplesmente dar valor pra cada riqueza que cada um tenha como for possível. Gratidão se finge, mas não se compra.

Às vezes eu olho ao redor e ainda vejo as pessoas julgarem ou formar opiniões levianas quando alguém se apresenta de maneira mais espiritualizada: “esse ai é um pouco sonhador”, “ele é religioso”. Religião é uma ferramenta da espiritualidade que, por sua vez, independe da religião.  Assim as pessoas que vivem em lugares isolados também têm o direito (e dever) de evoluir, ter fé e todo o pacotão. Há muitas coisas na natureza que demonstram essa necessidade, entre elas notar que a Terra é mais de 70% água e o resto é feito de tudo que sobra. Deveríamos ser 70% vida e 30% “morte”. Temos uma visão tão limtada que podemos dizer que quanto mais apego mais mortos somos, já que é muito difícil fluir com amarras.

E mesmo assim ninguém nasce pra sofrer. Podemos escolher não sofrer. Muitos temos saúde e coragem pra isso e não fazemos. Pra isso é preciso sempre ter discernimento, não apostar tudo que se tem na imagem, na beleza, na fortuna, nao isolamento, nas paixões, no que está nos olhos dos outros, no efêmero, na mentira e sobre tudo nas próprias mentiras. A beleza vai embora com o tempo e o botox não preenche esse vazio… As paixões vão como vêm e só o tempo é que fornece parâmetros do que foi ou não realmente intenso e o que está nos olhos dos outros é a verdade de fora pra dentro e só ajuda quando o coração se abre.  E finalmente, preferir que as pessoas nos mintam, preferir escolher sempre o mais cômodo ainda que não seja o mais correto, preferir sempre o problema de amanhã em vez da solução de hoje. Olhar a vida como pena e dor e enxergar o sofrimento de maneira isolada não fornece nenhuma saída. A riqueza espiritual está em aprender, em compreender e sintetizar a natureza do que nos acontece. Usar os recursos disponíveis para adianto intelectual, usar sentimentos bons para o adianto emocional sempre ajudam a fazer com que nossa vida seja uma espiral e não um circulo. Onde os pontos podem parecer os mesmo, mas as experiências estão em níveis superiores. Perdoar e perdoar-se, amar e amar-se principalmente é o que condecora às pessoas com menos sofrimentos futuros, pois quem se ama não joga contra si mesmo, não arrisca sua felicidade, não amarra pessoas, não se ata à lugares nem à tempos, nem bens ou favores porque a liberdade e a felicidade não são objetivos senão margens de pequenos ganhos sobre o real; real dentro da gente.

This is gonna be the first text in English in my website, this was supposed to happen at any time.

So I’ve been thinking the so many times I’ve sensed the way things were going and ran a difficult decision to help me and hep others. At the beginning it was to help others, but let me feel comfortable.

When you are with somebody, or have a relation, a society, friendship or anything that produces expectations, demands attention or reliability it is down to what many times we call affinity, but subsequently it’s a matter of equalizing the expectations level. Sometimes you’re in love with someone that might have been in love with you one day, but it’s not anymore or vice-versa. Sometimes, this relations is over for you and it’s easy for you the way you take it. Sometimes, it’s about sex or about company, about care or attention, so many particular things to one, that whatsoever in the other, is not.

Considering this, one person (let’s say me) is very comfortable, calling whenever I want,  talking whenever I wish, and answering according to the end I am planning to have. But on the other side, a person generating too much expectations is not happy, or yet doesn’t know it, but is always accepting and never taking time to think about that: “where we are going?”, “do I wanna go this direction?”, “is it really happening, or am I fooling myself?”

And after a few repetitions I realize the person is not happy nor seeing where things are going, and many, many times for respect I have taken decisions against myself in order to save people’s time and “suffering”. And no matter how honest or right you are, you will only be proof right in long terms: where nobody is going to remember! But no problem, that makes my soul lighter and it is what I would like people could do to me as well:  once you’re decided let me know, so that I can decide what I wanna do myself. Stay or let go now changes its ownership to the right hand to decide.

Looking back to my mom’s point of view, if I am comfortable and the person says nothing, you are wrong to cut off this person’s suffering, cause lesson may have finished for you, but not for her. And leaving, by some angle of looking at it, could be a selfish decision. Who knows in time what changes or not? No one. But who’s got eternity for every relation?

Whether my mom’s right or not, it’s just not a point to opt in or opt out, but a feeling decision. If you’re good ‘not gone’ then stay. If sensations oncoming disturbs your senses, it’s time to take courage, open hands and let go. Let people pick their position,

Life is like a sensor, once your feeling is blind you’re too vulnerable.

“Um favor pode te matar mais rápido que uma bala” (Marlon Brando – O Poderoso Chefão)

Começo o post com essa frase do Marlon Brando, acho que só a frase em si já diz muito. Muito do que é dar, muito do que é receber e sobre tudo quando a cobrança é exagerada: a máfia.

A palavra máfia tem origem árabe que quer dizer “alarde agressivo” ou pode significar “rejeitado”, será por acaso? Não será.

Há varias formas, pessoas que se propõem a prejudicar, pessoas que não se propõem a nada, pessoas que se propõem a ajudar. Prejudicar nem merece comentários é uma maneira “genial” de desperdiçar tempo produzindo lixo, ser neutro é menos mau mas a omissão também é uma responsabilidade e por fim as pessoas que ajudam: por ajudar ou para benefício próprio.

Muitos já entendem que há necessidade de ajudar, e muitos ajudam pois é “dando que se recebe” e o fazem muito mais pelo que se recebe. Assim são as campanhas políticas, assim são as empresas oportunistas, quem não compreende a solidariedade e assim também é a máfia. É perfeitamente compreensível que as pessoas ajudem de maneira egoísta: seja para obter benefícios e votos (mesmo fora da política) quanto para não ir pro inferno, por exemplo. Estendendo a mão para não ir pro inferno é um ato de temor e não de benevolência. É um ato egoísta olhando de maneira ampla, pois só é feito porque mais adiante esse benefício retornaria. O extremo disso é cobrar que a ajuda retorne.

Ajuda tipo máfia pede aclamação e cobrança veemente. É aquela onde o ajudado se arrepende de ter precisado, talvez até de ter nascido. Pra notar isso  basta reparar que custa emocionalmente para que a pessoa possa retribuir, às vezes até moralmente e o necessitado se sente em dívida: resolve um problema nasce outro.

Não, não é essa a lição! Nós vivemos aqui nesse planetinha meia-sola onde é complicado ser bom por ser. É preciso esforço aliás é por isso que se chama uma planeta de provas e expiações. A lição incide em ajudar por conta do amor puro e simples, onde o único benefício que se recebe em troca é o que a própria pessoa que ajuda sente fazendo a caridade. E não é a caridade lá de longe não… doar milhões, fazer trabalho social. Não! Às vezes é apenas escutar alguém ou mesmo dar uma ajuda pra finalizar aquele trabalho difícil ou até ajudar a tirar o seu amigo do quarto (ou do orgulho) pra procurar um emprego e conquistar um pouco de dignidade, é reconhecer as situações e promover um ambiente de paz onde as pessoas não se sintam menos do que você ou do que nós… parece pouco mas não é, porque é da falta desse pouco que nascem os rancores.

Às vezes penso que estou ajudando um amigo, quando na verdade eu é que estou sendo ajudado. Acabo fazendo um novo contato, ou acabo não ficando parado, ou me sinto ativo e útil não sobrando tempo para pensar em bobagem, ficando cansado pra dormir tranqüilo, deixando de pensar na saudades e nos meus próprios problemas.

Doar é um ato de amor, receber é um ato de aceitação.

A alma solidária nunca espera a troca, pois é de esperar a volta do favor que nascem ansiedades, arrependimentos e desapontamentos. Aquele que aprende a não esperar, aprende a ser livre e vê uma velha agonia transformar-se em uma boa nova.

Praticando isso se entende que a caridade não tem um fim egoísta e não se dá através do retorno que se obtém, você aprende que não socorre alguém porque não queria ter a mesma doença, mas porque talvez você jamais a terá pra saber o quanto é sofrido. Você auxilia alguém limitado, não porque você poderia ser limitado, mas porque você compreende a tristeza de quem se sente limitado. E faz tudo isso por amor, sem olhar a pele, a raça ou a opção sexual, por que a necessidade não faz filtros e à tristeza não tem cor.

Nos desafios, na arte ou na ciência aqueles que trabalharam sem amor, nunca fizeram a diferença. Se nós conseguirmos sentir prazer em fazer o que devemos, a evolução e a retribuição estarão na própria ação e nunca na sua reação.

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Muitas idéias vieram na minha cabeça entre um post e outro, mas talvez fosse esse mesmo que tivesse que sair.

Entre acreditar ou não acreditar na vida após a morte, e falar disso levianamente, há um bocado de diferença…

Muitas religiões e muitas pessoas acreditam que a vida acaba aqui. Várias tiveram o interesse de que a vida acabasse aqui. Ou, que as pessoas pelo menos acreditassem nisso.

Talvez para colocar medo nas pessoas e dominá-las mais facilmente- Talvez para falar do desconhecido quando as pessoas tivessem medo e fossem o melhor possível nessa vida. Fora isso há os que se auto-flagelem: “sou um pecador, não mereço perdão”, “irei para o inferno”, “vou explodir um caminhão porque do outro lado da vida tem 50 virgens me esperando”. Ai vão também em linha os psicólogos, já que o conceito da morte é adquirido e dizem que dele vêm muitas fobias.

Do outro lado do ringue, há religiões espiritualistas que crêem na vida após a morte, na reencarnação da alma seja em outras formas de vida ou não.

De uma forma ou de outra, me espanta ver que, tanto umas quanto outras induzem ou levam as pessoas a viverem para a vida eterna. para o pós-morte. Fazendo com que as pessoas sejam boas para o que serão em outras vidas. Fazendo um bem que é muitas vezes relativo, criando imagens, gerando falsos solidários e falsos ajudados.

Da minha parte, e falo em tom de desabafo, penso que é preciso algum conhecimento de religião ou algumas leituras para entender do que eu estou falando, mas exerço meu direito de expressão dizendo que me soa genial que as pessoas acreditem na vida após a morte, porque afinal há muitas coisas que acontecem neste mundo que não têm explicação como um natimorto, ou alguém que nasce com uma doença rara sem ter feito nada para merecê-la. Isto tem de vir de outra existência senão a força superior que cada um considera não seria predominantemente boa.

Há também as pessoas que se atiram à vida espiritual descolando-se totalmente da vida material, ou melhor dizendo, da vida carnal, de forma a perder os estribos. Vivem no mundo da lua, alguns se tornam 100% exotéricos sem se questionarem das coisas, esquecem de suas obrigações materiais, esquecem que o trabalho é uma ferramenta de aprendizado e convivência, que a vida em grupo é um crivo da evolução e da empatia, que o cumprimento das obrigações físicas também ajudam ao equilíbrio mental (ou alguém consegue pensar com fome?), etc etc

Nós devemos sim ter um lado espiritual e até podemos acreditar numa vida após a morte, porque isso traz alívio e paz de espírito, principalmente aos que se sentem injustiçados aqui. Mas devemos trabalhar para esta vida, esta existência, logo trabalhar também para os injustiçados daqui. Porque é aqui que estamos! E aqui a certeza é que a carne morre e só dura um par de horas fora da geladeira.

Aos que nascem sãos e capazes, que não se culpem, se estraguem ou se martirizem toda uma vida por serem pecadores, entregando-se à pobreza, se punindo ou qualquer coisa do gênero. Mas que não humilhem, criando novas formas de aliviar o peso dos amigos.

Não sabemos nada daqui, imagine de lá. Não sabemos contornar o ódio, não sabemos perdoar, somos tão limitados que não entendemos que o perdão é bom pra quem perdoa, e não para o perdoado. Somos tão limitados que conhecemos gente do outro lado do mundo melhor que a pessoa que senta todo santo dia do lado no metrô. Aliás, alguém já reparou como nos sentimos quando alguém fica te olhando querendo sentar no lugar onde você está sentado? (Por acaso é gostoso?) E se naquele dia a pessoa que está sentada, apesar de ser mais jovem, tem mais problemas? Mais dores? Tem que levantar para um velhinho ativo que dormiu 10 horas e está a todo vapor?! Isso só acontece, porque nossas leis são como nós: limitadas.

Nós só conseguimos entender o conceito de sermos melhores quando nos comparamos aos outros, não temos capacidade de ser melhores que nós mesmos, ou que nossos próprios máximos. Não somos melhores para nós nem para um raio de 1km ao redor de nós e queremos ser melhores para a outra vida?!

Acorda cacete!

Comece a se questionar! Se o que vc faz aqui, faz bem feito, faz por amor, o que vier depois é resultado de um esforço válido.  Faça um bom trabalho sem seu chefe estar olhando, e já verá que independente do reconhecimento você sentirá segurança em relação à qualidade do que constrói.

Assim você não será frágil, e só algo forte pode ser eterno.

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